Começo este recomeço sem uma intuição sequer. Sem uma pista de campos, paisagens ou clareiras que se abrirão através dos dedos que hoje se mostram acanhados, descompassados; que se percebem tateantes, num sem-jeito cheio de rubor.
Não importa. O que me interessa agora é a possibilidade, é o enfrentamento, é o ter que lidar com aquilo que não sei mais se é memória, construção desejante, alucinação imposta.
É também elaborar o aceite de que tal distinção parece não fazer mais sentido.
É tentar dar conta de um eu que cada vez mais adentra ao jogo do reconhecer-desconhece-se, que cambaleia e que, sobretudo, quanto menos se vê, mais se percebe e sente beleza nesta pouca fixação.

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